Que Momento!

Porque quando acontece algo muito marcante na sua vida, o melhor a fazer é respirar fundo e dizer: que momento!

Que Momento!

Porque quando acontece algo muito marcante na sua vida, o melhor a fazer é respirar fundo e dizer: que momento!
<  Novembro 2007  >
S T Q Q S S D
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30    
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2007

30.11.07

Balanço do Mês, Parte 3

categorias: Balanço
Como diria meu amigo Garça, voltando em breve da Irlanda, “já era, pantera”. Adeus, novembro, foram bons os trinta dias que passamos juntos. Calorzinho, fim de ano, dois feriados, muito relax e os amadurecimentos inerentes às experiências vividas. O penúltimo mês de 2007, enfim, sai de cena.
Novembro é ótimo porque já começa com feriado. Apesar de ser Finados, dia de lembrar os que já partiram, quem ficou se alegra pela folga e, como forma de agradecimento, leva flores aos entes queridos, causadores do dia de descanso.
Foi um mês tranqüilo, sem muitos sobressaltos. Após tanta efusão nos meses anteriores, era de se esperar que houvesse uma parada estratégica para analisar os acontecimentos e não perder-se na correnteza.
Muitas conversas, muito amadurecimento, a lapidação de relações e sentimentos segue constante. Aos poucos, os alicerces começam a ficar cada vez mais sólidos e confiáveis, de maneira a possibilitar uma construção arrojada e metódica dentro do que estou vivendo.
Tivemos aí algumas festinhas, algumas com o teor alcoólico deveras exacerbado, a diversão costumeira da galera, momentos importantes e esclarecedores particularmente falando, mas tudo numa versão “stand by”, sem exageros, ou novidades supremas.
A baixa fica por conta da saudade. Não gosto de me queixar, mas fazia meses que não ficava tanto tempo sem visitar minha querida São Chico, o que está causando solavancos nas calmas batidas do meu coração gaudério. Por mais que em 2007 eu tenha voltado a gostar de morar em Novo Hamburgo, parece que tudo vai perdendo a graça aos poucos, se eu não vou à Serra sentir o minuano no rosto e escutar o canto das carucacas.
Felizmente, dezembro é mês de férias, e vou passar a metade dele cuidando dos meus bichinhos, descansando no meu paraíso e recarregando as baterias.
E era isso, de novembro tenho pouco a falar, justamente por ter sido um mês mais introspectivo e de reflexões caladas. Que venha o derradeiro, para encerrar este ano maravilhoso com chave de ouro e marcá-lo na história, como tendo sido o melhor de todos até hoje.
Hou-hou-hou, bom dezembro a todos!
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 12:13:35

29.11.07

Retrato falado

categorias: Cotidiano

É como dizia o Chacrinha, né, "nada se cria, tudo se copia". Não que seja uma máxima absoluta, mas encaixa-se perfeitamente nas horas em que a inspiração está ausente e você encontra algo legal em outro blog para imitar e postar.

Como também sou chegado nesses bate-prontos, preencher cadastros, fazer testes, enfim, toda a sorte de baboseiras lúdicas que a internet oferece, resolvi dar continuidade nessa que a Kari, do Botando Pra Fora, postou essa semana, ainda que ela não tenha me indicado.

 

Uma hora: 18:00
Um astro: Sol
Um móvel: qualquer cama
Um líquido: suco
Uma pedra preciosa: minha mãe
Uma árvore: araucária
Uma flor: rosa
Uma cor: azul
Um animal: cavalo
Uma música: “Yolanda”, Pablo Milañes
Um livro: “A mulher que escreveu a Bíblia” , Moacyr Scliar
Um lugar: São Francisco de Paula
Um verbo: viver
Uma expressão: "que momento!”
Um mês: setembro
Um número: 10
Um instrumento musical: gaita (ou acordeon, como queiram)
Estação do ano: verão
Um filme: "A Espera de um Milagre”

 

Bom, como eu sei que ele vai se coçar pra postar isso também, vou indicar o meu amigo Marquinhos para dar seguimento, e também meu amigo Jader.

 

Um abraço!

  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 09:23:47

28.11.07

Teu beijo

categorias: Brincando de poeta

Teu beijo é um presente,

um alegre elogio,

que me causa arrepio.

Teu beijo é quente,

que vem, de repente,

e preenche o vazio.

 

Teu beijo é dança,

é doce e salgado,

que me deixa obcecado.

Teu beijo é mudança,

provoca, balança,

meu coração apaixonado.

 

Teu beijo é feitiço,

da tua boca macia,

de noite, de dia.

Teu beijo é rebuliço,

que faz crescer com viço

o amor que meu peito irradia.

 

Teu beijo é cinema,

é ação e romance,

de todas, a melhor chance.

Teu beijo é poema,

solução do problema,

é paixão de relance.

 

Teu beijo é sentimento,

tua boca é o paraíso,

o movimento preciso.

Teu beijo é tormento,

pois, quando experimento,

perco o chão onde piso.

 

Teu beijo é sorte,

de proporções abissais,

de enlaces fatais.

Teu beijo é suporte,

que me torna forte,

e só faz querer mais...

  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 09:53:56

27.11.07

Música Que Momento da Semana, Parte 6

Hoje, somente a música é suficiente, pois é completa. Desde o título, passando pela letra, a data, o lugar onde costumo ouvi-la, enfim, é perfeita para o momento. E, ah, mas que momento!

Verdade – Zeca Pagodinho

Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Pra ganhar seu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui a beira de um rio e você
Uma ceia com pão, vinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri, sem querer, a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
Teu amor, meu amor, incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar, uma luz que clareia
Meu caminho, tão claro, lua cheia
Eu nem posso pensar em te perder
Ai de mim, se esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 08:27:26

26.11.07

O Saudosista, parte 6

categorias: Datas especiais
Antes de iniciar o texto de hoje, quero parabenizar dois aniversariantes muito especiais, colegas da blogosfera e da vida: Marquinhos e Candy (quase escrevo teu nome, guria), ambos completando mais uma feliz primavera. Desejo felicidades aos dois, e que Deus ilumine seus caminhos, para que perpetuem este sentimento através de textos e atitudes de caráter admirável, característica inerente aos dois. Feliz aniversário, amigos!

Vinte e seis de novembro de dois mil e cinco. Até parece data de caderno de criança de primeira série, mas não é. Simplesmente, é uma das datas mais importantes para pouco mais da metade do Rio Grande do Sul. Eu morava na fazenda, em São Francisco de Paula, e passara o ano inteiro esperando por aquele momento. O derradeiro combate, a decisão que me elevaria aos céus, ou me deixaria no inferno.

Taquicardia. Suor gelado. Mãos trêmulas. Apita Djalma Beltrami, e a bola rola no estádio dos Aflitos, em Recife. Grêmio e Náutico disputam o acesso à primeira divisão do futebol brasileiro. Para os nordestinos, uma chance ímpar de voltar à elite após tantos anos longe dela. Para os gremistas, a oportunidade de lavar a alma, de erguer os olhos, de voltar para o lugar de onde nunca deveriam ter saído.

Não foi um simples jogo, mas uma Via Crucis, onde o primeiro tombo veio em forma de pênalti. Pela graça de uma centelha divina, a bola ricocheteou na trave e marejou minhas córneas pela primeira vez, acompanhada de brados e cânticos de louvor aos deuses do futebol.

Fim do primeiro tempo. Fim das unhas e alguns fios de cabelo. Zero a zero.

No segundo tempo, a mesma tortura. Até que, nos idos de trinta e picos, o glorioso Escalona foi expulso. O que já estava complicado, enrolou-se mais ainda. Mas não era o bastante. "Cardíacos, tremei", blateravam as harpas dos querubins responsáveis pela aura gremista.

De repente, não mais que de repente, a segunda, a pérfida, a atroz, vilã penalidade máxima. Empurrões no árbitro, e outra expulsão. Murros no peito, auto-flagelação tricolor, "por que, meu Deus, por quê"? Uma perna lança-se na direção de Djalma, que empunha novamente o rubro cartão, mandando o terceiro gremista para o chuveiro, e junto com ele as faculdades mentais de um sem-número de torcedores beirando uma síncope futebolística. Quando parecia que não havia como piorar, eis que nosso zagueiro aborígene-troglodita Domingos chuta a bola da marca do pênalti, e o juiz, filho de uma senhora de respeito muito elogiada por nós, decreta a quarta expulsão.

Sete jogadores em campo. Quarenta e tantos do segundo tempo. Um pênalti contra. Meu Lexotan, por obséquio. Oremos. Apelemos ao Sobrenatural de Almeida. Foi então que, num ato desesperado de fé, cerrei os olhos, uni as mãos, e rezei. Desafiei o Pai Celeste a revelar-se como Todo Poderoso. "Senhor, se Tu existes de verdade, faça com que o Gallato opere um milagre, e eu nunca mais colocarei minha crença em xeque".

De orgulho ferido, Deus ajeitou-se em sua poltrona divina e estalou os dedos. Ademar, do Náutico, partiu para a bola e... GALLATO! Dois segundos de silêncio antecederam uma série de berros alucinantes, agradecimentos infinitos e toda a sorte de vocábulos em loas ao Senhor. Um milagre aconteceu, e o arqueiro tricolor defendeu o pênalti. Inacreditável, incrível, majestoso, faraônico, inominável!

Enquanto expulsava todo e qualquer animal silvestre dos capões de araucária com minha celeuma comemorativa, percebi um afro-brasileiro conduzindo a bola rapidamente em direção à área do Náutico e ratificando a ação de Jeová sobre aquele jogo. Macacos me mordam, valham-me todos os santos deste e de outros mundos, gol do Grêmio, Ânderson, o enviado dos céus, o anjo de tranças que, com sua habilidade nos membros inferiores, tirou-nos da escória, das profundezas mais sórdidas da humilhação.

Entre lágrimas, espasmos involuntários e urros de contentamento, desabafei a dor que me acompanhou durante uma temporada, quando assisti à ida do meu time do coração para o fundo do poço, levando quatro da gloriosa Anapolina, descobrindo que o fundo do poço tinha subsolo, até que Mano Menezes chegou para trazer a euforia aos corações tricolores.

Hoje, dois anos depois, quando recordo aquela guerra, aquele embate digno de causar inveja aos gladiadores que duelaram no Coliseu, meus pêlos eriçam, o coração acelera e revivo todos aqueles suntuosos sentimentos, certo de que, naquele dia, meu gremismo foi ratificado, talhado para sempre no coração deste torcedor que ama seu time com todas as suas forças, que vibra na hora da vitória, mas que também afunda os guatambus no esterco, se preciso for, para não abandonar esta simbiose gremista que nasceu no momento em que fecundei o óvulo, ainda espermatozóide, mas já com o Grêmio no DNA.

PS: Agora, sinceramente, espero não precisar nunca mais escrever um texto desse tipo. Minhas sinceras condolências ao Juventude, que amargará a próxima temporada nos porões do futebol brasileiro...
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 08:07:27