Que Momento!

Porque quando acontece algo muito marcante na sua vida, o melhor a fazer é respirar fundo e dizer: que momento!

Que Momento!

Porque quando acontece algo muito marcante na sua vida, o melhor a fazer é respirar fundo e dizer: que momento!
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Terra Blog

Categoria: Cotidiano

21.12.07

Fim de uma etapa

categorias: Cotidiano
Dois mil e sete foi um ano de muitas mudanças significativas e, literariamente falando, de intensa transição. Reativei, em meados de fevereiro, as postagens freqüentes e, à medida que o tempo passou, peguei gosto pela coisa e acabei escrevendo muito mais do que esperava.
Isso tudo aconteceu no saudoso Weblogger, servidor responsável pelo nascimento deste blog. Contudo, no mês de setembro, muitos problemas para postar acabaram acontecendo, o que impedia minha produção textual, então no seu furor máximo. Atônito e sem paciência para aturar tanta confusão, resolvi mudar para cá, um servidor aonde eu sabia que, pelo menos, poderia postar sem me preocupar com problemas de conectividade.
O fim do ano aproximou-se rapidamente, e senti a necessidade de iniciar 2008 de cara nova. Tendo sido este o ano das mudanças, resolvi partir para uma fase de afirmação, dando uma nova cara para o blog e realizando algumas mexidas estratégicas já idealizadas desde a saída do Weblogger, que não consegui concretizar por aqui.
É justamente por isso que venho anunciar que este é o último texto desse espaço. A versão 2008 do Que Momento está pronta há uma semana, mas resolvi adiar um pouco sua oficialização, para que começasse junto com minhas férias, dando início à freqüência das postagens apenas no próximo ano.
Por lá, escreverei outro texto explicando alguns agrados que o novo servidor me traz, juntamente com outras informações que julgar necessárias. Peço que, gentilmente, aqueles que têm meu link em seus blogs alterem o endereço e sigam comigo nessa caminhada que espero que renda muitos frutos em 2008.

É com muita satisfação que lhes anuncio meu novo endereço:

http://massquemomento.blogspot.com

Espero vocês por lá!

Um abraço!
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 16:39:59

19.12.07

Férias

categorias: Cotidiano
Quando o relógio badalar a 18ª hora, começará as minhas tão sonhadas e periodicamente citadas férias. Descanso merecido, após um ano de labuta, esgotamento mental, muitos textos e muitas mudanças significativas na vida deste que vos escreve. Por mais que, lá em fevereiro, quando reativei o blog, eu vislumbrasse qualquer tipo de melhorias em 2007, jamais poderia imaginar que hoje estaria nessa situação. Por sinal, aí está a graça da vida, o fato de precisarmos diariamente agir com seriedade, para garantir as benfeitorias do que colheremos adiante.
Aproveitarei, naturalmente, para passar a maior parte dos dezoito maravilhosos dias de folga na fazenda, lendo, descansando, curtindo meu pequeno paraíso e recuperando as energias para começar o próximo ano a todo vapor. Também farei algumas visitas a lugares novos (leia-se conhecer o restante da família da Ana) e virei a Novo Hamburgo para passar o reveillon com meus amigos.
Em termos práticos da blogosfera, ficarei ausente a maior parte do tempo, tanto por não ter acesso à internet, quanto por pensar que também o blog necessita de um descanso, haja vista a quantidade parca de inspiração que povoou os últimos textos. De qualquer forma, darei sinal de vida provavelmente nas datas especiais, como Natal e Ano Novo, e também para fazer o balanço de dezembro e de 2007 como um todo, textos que já tenho muito bem articulados na minha cachola.
A versão 2008 do Que Momento já é uma realidade, que pode assumir seu posto a qualquer momento. Explicarei, naturalmente, todos os motivos das mudanças e transformações e espero dar seguimento a este encantamento que escrever teve durante este ano, aliado às amizades que criei com pessoas que conheci através do blog, ou com amigos que começaram a escrever inspirados nas minhas humildes idéias.
Não vou escrever um parágrafo para cada um, como fez brilhantemente minha amiga Candy, pois isso certamente ocasionaria o excesso de caracteres do post, mas, cada um que passa, ou passou por aqui um dia e partilhou seus sentimentos e opiniões comigo, creia, foi peça decisiva e importante para que eu desse seguimento na minha partilha de desabafos, reflexões, poesias e tiradas sarcásticas e bem-humoradas.
Todo e qualquer dom que possuímos, nada mais é do que uma ferramenta em prol do próximo. De nada adiantaria eu saber articular as palavras com certa habilidade, se elas não servissem para, pelo menos, distrair alguém que goste de ler. É por isso que, mais do que simplesmente publicar o que penso, o que prego e o que sou, o faço em agradecimento à vida que tenho, com o intuito principal de mostrar-me humano, como todos são, mas ao mesmo tempo com o ímpeto que pulsa de querer melhorar o dia de quem precisa de uma palavra de apoio, esperança, ou simplesmente uma piada para descontrair e encarar os obstáculos da vida com mais suavidade.
Escrever todos esses meses, quase que diariamente, foi uma experiência de crescimento única, pela qual vou zelar o máximo possível e incentivar sempre a interação e crescimento mútuo entre os que lêem e postam. Sem qualquer pretensão, mas com a vontade de, a cada “que momento”, eternizar fatos que, por descuido, passam despercebidos em nossas jornadas.
Agradeço, sinceramente, a todos os elogios, críticas e comentários que recebi, como também aos que somente despendem parte de seu tempo lendo meus textos. Por me ajudarem nas horas em que a inspiração faltou, ou que a tristeza bateu, ou por partilharem as tantas alegrias que aqui publiquei. Obrigado, de coração.
Amanhã e sexta, por continuar em Novo Hamburgo, eu provavelmente poste mais alguma coisa, antes da partida para o Natal, portanto, não oficializarei qualquer breve despedida. De qualquer forma, a cada minuto que passa, minhas férias se aproximam, e isso por si só caracteriza a despedida da empresa neste ano que passei inteiro aqui dentro, de onde saíram noventa por cento dos textos aqui publicados. Vou sentir saudades. De escrever, não de trabalhar.
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 09:17:23

17.12.07

Prévia das férias

categorias: Cotidiano
Para muitos, pode ser uma segunda-feira comum, chata, tediosa. Não para mim. Após um vigorante fim-de-semana na fazenda, não há Cristo que me tire o sorriso do rosto, que vai de orelha a orelha. Depois de mais de um mês longe da querência, retornei ao pago bendito para um descanso, uma tradicional campereada, para ver como vão as coisas e fotos, muitas fotos.
Além disso, há o fato de que esta segunda inicia com cara de quarta, já que daqui a dois dias iniciam as minhas tão sonhadas férias, após um ano de labuta e muitas coisas vividas e partilhadas aqui neste espaço.
Não há nada melhor para mim do que ir para um lugar que amo e descansar. Ainda mais em São Chico, perto dos meus avós, curtindo a natureza, o ar do campo e todas as maravilhas que aquela terra oferece.

Bem, meus caros, sei que esse modo “stand by” de escrever está longe de ser o ideal e que estou devendo a mim mesmo algo mais encorpado. Creio que essa semana sai, tive algumas idéias legais, que podem virar texto no decorrer da semana. No entanto, neste momento estou empenhado no acabamento da versão 2008 do Que Momento. Sim, teremos novidades em breve... aguardem! =]
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 09:52:27

13.12.07

Boca livre

categorias: Cotidiano
Não sei quanto a você, mas, falou em comida de graça, falou comigo. Não há nada mais saboroso do que empanturrar-se sem tirar um único centavo do bolso. De iscas de caviar a arroz com feijão, tudo vira uma delícia, pelo simples fato de ser gratuito.
Podem chamar de avareza, como quiserem. Somem à gula que me é peculiar, e teremos aí dois pecados capitais que eu ostento sem nenhuma hipocrisia. Como diz o ditado, de graça, até injeção na testa.
Eis que ontem tivemos uma apresentação do coral num leilão beneficente organizado pela primeira-dama de Novo Hamburgo. Aqui pra nós, mas primeira-dama serve só pra organizar frescuras. É impressionante a pompa desses eventos, eu fico todo deslocado, parecendo um caipira andando de escada rolante pela primeira vez na vida.
Gente da alta sociedade fala com a voz suave, sem excessos, porta-se com garbo e elegância, parece até que têm uma placa de cimento nas costas para manter a coluna ereta. Já nós, os varzeanos, falamos alto, somos espalhafatosos, damos gargalhadas homéricas, enfim, parecemos um bando de gansos tomando banho na lagoa, é uma algazarra sem igual. Pois é, no coral há alguns dessa espécie, na qual me incluo solenemente. Foi só meu faro canino detectar que havia petiscos e acepipes, que a boca já começou a salivar, e fitei incisivamente a bandeja do garçom, que, compadecido daquela minha cara de cachorro em frente ao açougue, disse: “já trago uma pra vocês”.
Deus do céu, que manjar inigualável! Atraquei-me naqueles salgadinhos feito uma piranha quando cai um boi no rio. Dentadas e mais dentadas, aquela mastigada “joga pra um lado, pra outro e engole”, pra não dar muito tempo do estômago enjoar, e dê-lhe comilança. No entanto, cinco minutos após o garçom nos servir, eis que a moça do microfone chama o coral para cantar duas músicas.
Bom, vocês não têm noção do que foi a cena. Imaginem umas vinte pessoas levantando de boca cheia, limpando os dentes às pressas, engolindo pastelzinho de camarão inteiro e bebendo goles de refrigerante na corrida para liberar a voz. No meio da segunda música, me veio um pedaço de camarão que estava estrategicamente guardado atrás de um pré-molar, e parou no meio da língua. Que agonia! Na primeira respiração que consegui puxar, mandei o danado para o estômago de uma vez por todas.
Terminada a apresentação, nos avançamos novamente na segunda remessa de delícias, o que garantiu a minha janta para os próximos dois dias. Logo começou o desfile das peças do leilão, quando percebi que realmente fazer parte da alta sociedade de Novo Hamburgo não é uma tarefa barata. Bolsas com lance inicial de 190 reais, pra não falar nuns absurdos de trezentos e lá vai pedra. O cara compra uma bolsa daquelas pra namorada, e nunca que vai guardar dentro dela a quantia de dinheiro que pagou.
Sem falar nas roupas, né. Uns modelos que a gente pode procurar na cidade inteira, que não encontra uma só pessoa usando algo parecido. “Couro plissado”, ora, faça-me o favor, nunca vi alguém usando isso para algo diferente de tapete de carro, ou forro de chinelos. Mas, como gosto não se discute, preferi ficar quieto e apenas arregalar os olhos cada vez que ouvia os preços absurdos dos lances iniciais, ainda mais para quem tinha miseráveis cinco reais na carteira.
Saindo do leilão, fomos ao Centro de Cultura assistir à apresentação de Natal do coro do Jader, com a orquestra de sopros. Infelizmente, chegamos um pouco tarde, mas ainda deu tempo de, no final, alcançarmos a ... boca livre! Sim! Na saída do teatro, eis que me deparo com bandejas e mais bandejas de merengues, junto com vasilhas de vidro abarrotadas de morango. Valha-me Deus, nem eu sabia que gostava tanto de morangos, ainda mais gratuitos! Devo ter comido uns trinta, ao mesmo tempo em que descobri que morango é minha fruta favorita. Pelo menos ontem foi.
O fato é que ontem a janta foi um primor, que me levou, inclusive, a comer apenas um singelo sanduíche hoje no almoço, tamanha a fartura da minha refeição noturna do dia anterior. Mas, como infelizmente a fome retorna depois de um tempo, preciso me contentar com a lembrança daquela montanha de salgadinhos, merengues e morangos, que ficarão na minha lembrança como um dia gastronomicamente perfeito. Portanto, se alguém aí souber de uma boca livre por perto, não titubeie e me avise!
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 16:28:34

11.12.07

Morri?

categorias: Cotidiano
Estava eu, há alguns dias, conversando com meu amigo Marquinhos no “ême-ésse-êne”, quando, de repente, ele me lasca uma afirmação simples e expressiva: “tu tá (sic) mais quieto”. Imediatamente, respondi que, de fato, ando mais comedido, observador, com o instinto falastrão adormecido.
O problema é quando esta frente fria (vou chamar de frente fria, pois não gosto de frentes frias) afeta meus escritos, no caso, o blog. Aliás, não sei se é exatamente um problema, depende muito do ponto de vista. Blogar (do latim iscrevus et postum) é uma atividade bastante peculiar e que não depende exclusivamente de um padrão para funcionar. Há quem fale de si, dos outros, de sua relação com os outros, ou de nada disso. Blogs sobre música, futebol, fofocas, comércio de roupas de baixo, enfim, vale aquela sensação de ser dono de um espaço na internet.
Particularmente, sempre batalhei ferrenhamente tentando encontrar o lugar onde me encaixo na blogoesfera. Após muitas reflexões, algumas dispensáveis, ou melhor, todas absolutamente dispensáveis, desisti. Continuei escrevendo a esmo, sobre o que dá na telha e que me desperta certa relevância em criar algo a respeito. Se querem saber, seria muito mais fácil conseguir escrever pilhas de crônicas, ou poesias, e abastecer este bucólico espaço com dizeres enfáticos e contundentes. No entanto, não é o que acontece.
Às vezes, surge um pastelão, ou algo que cause um riso furtivo. Outro dia, uma reflexão profunda, que arranca elogios e menções honrosas. De repente, uma musiquinha pra descontrair o ambiente, disfarçar o ócio, e por aí vai. Fica quase uma categoria “encheção de lingüiça”, ou seja, o que surge é colocado no triturador e vira texto. Haja tripa.
Analisando cruamente, após experimentar toda a sorte de anseios e frustrações em decorrência da falta de um padrão nos posts, cheguei à conclusão de que o título é mais do que uma resposta aos meus constantes questionamentos. Ora, se o blog chama-se Que Momento, nada mais natural do que vivenciar os momentos através dos textos. Acreditem, cheguei a essa conclusão brilhante sozinho... ¬¬
Desencanado, finalmente, das paranóias criativas, percebi o meu óbito como blogueiro ativo. Falo daquela avidez em acessar blogs alheios, comentar, opinar, trocar “memes” e bolar discursos inventivos para atrair as massas. Com isso, muitos se foram, e a estes eu desejo muitas felicidades, muitos anos de vida. Outros ainda permanecem, timidamente, visitando esporadicamente, lendo meia-dúzia de linhas e constatando minha ausência cada vez mais constante, apesar de pouco aparente.
Eu gosto de escrever, gosto mesmo. Nesse momento, por exemplo, criar este monte de explicações desnecessárias concretiza-se no ápice de um dia chuvoso, solitário e crivado de muitas metas, planos infalíveis para roubar o coelhinho da Mônica (opa, isso não), pensamentos esparsos, viagens siderais e absortas, enfim, um transe literário, quase que um baseado em forma de texto (não que eu já tenha experimentado, mas acredito que seja uma sensação parecida).
Mas, meus caros, morri. Morri, morri, morri. Mesmo, de morte morrida. Esvaiu-se o ímpeto em abrir 0800 10 9901 blogs ao mesmo tempo, comentar em todos, postar maravilhas mirabolantes, enfim, agir como um serelepe blogueiro altamente participativo. Essa postura deve-se, naturalmente, ao momento. Sim, uma pequena fase adormecida, em clima de fim de ano, que pode durar muito, ou pouco tempo. Não classifico como falta de inspiração, pois assuntos brotam pelos poros, eu é que tenho preguiça de abrir o word e tocar ficha.
Não obstante, como bom católico apostólico romano, creio na ressurreição. Mesmo porque, já a executei várias vezes, o que torna a minha jornada blogueira um delicioso eletrocardiograma, cheio de idas e vindas, ótimas e defenestráveis fases. De qualquer forma, acredito na continuidade, ainda que em modo tropeada de lesma, da minha humilde produção textual, regada a blaterações e, vez por outra, algo que preste.
Enquanto estiver de bem com a vida e tranqüilo com o andamento das coisas, não há do que reclamar. Quem sabe, mais adiante, não desperte uma veia Arnaldo Jabor da Silva, ou Nelson Rubens de Toledo (Deus me livre, prefiro morrer seco a falar de celebridades). Quiçá, um Veríssimo em diminuta proporção. Tá, é vislumbrar demais, eu admito. Vamos ficar com o tradicional e sempre útil “não tá morto quem peleia”, e seguir escrevendo o que tivermos para o momento, que já fica de bom tamanho. Aliás, ótimo tamanho. Brincando, brincando, uma página e meia de word. =)
Sem mais, um abraço!
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 14:39:23