Que Momento!

Porque quando acontece algo muito marcante na sua vida, o melhor a fazer é respirar fundo e dizer: que momento!

Que Momento!

Porque quando acontece algo muito marcante na sua vida, o melhor a fazer é respirar fundo e dizer: que momento!
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Terra Blog

Categoria: Datas especiais

27.11.07

Música Que Momento da Semana, Parte 6

Hoje, somente a música é suficiente, pois é completa. Desde o título, passando pela letra, a data, o lugar onde costumo ouvi-la, enfim, é perfeita para o momento. E, ah, mas que momento!

Verdade – Zeca Pagodinho

Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Pra ganhar seu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui a beira de um rio e você
Uma ceia com pão, vinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri, sem querer, a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
Teu amor, meu amor, incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar, uma luz que clareia
Meu caminho, tão claro, lua cheia
Eu nem posso pensar em te perder
Ai de mim, se esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 08:27:26

26.11.07

O Saudosista, parte 6

categorias: Datas especiais
Antes de iniciar o texto de hoje, quero parabenizar dois aniversariantes muito especiais, colegas da blogosfera e da vida: Marquinhos e Candy (quase escrevo teu nome, guria), ambos completando mais uma feliz primavera. Desejo felicidades aos dois, e que Deus ilumine seus caminhos, para que perpetuem este sentimento através de textos e atitudes de caráter admirável, característica inerente aos dois. Feliz aniversário, amigos!

Vinte e seis de novembro de dois mil e cinco. Até parece data de caderno de criança de primeira série, mas não é. Simplesmente, é uma das datas mais importantes para pouco mais da metade do Rio Grande do Sul. Eu morava na fazenda, em São Francisco de Paula, e passara o ano inteiro esperando por aquele momento. O derradeiro combate, a decisão que me elevaria aos céus, ou me deixaria no inferno.

Taquicardia. Suor gelado. Mãos trêmulas. Apita Djalma Beltrami, e a bola rola no estádio dos Aflitos, em Recife. Grêmio e Náutico disputam o acesso à primeira divisão do futebol brasileiro. Para os nordestinos, uma chance ímpar de voltar à elite após tantos anos longe dela. Para os gremistas, a oportunidade de lavar a alma, de erguer os olhos, de voltar para o lugar de onde nunca deveriam ter saído.

Não foi um simples jogo, mas uma Via Crucis, onde o primeiro tombo veio em forma de pênalti. Pela graça de uma centelha divina, a bola ricocheteou na trave e marejou minhas córneas pela primeira vez, acompanhada de brados e cânticos de louvor aos deuses do futebol.

Fim do primeiro tempo. Fim das unhas e alguns fios de cabelo. Zero a zero.

No segundo tempo, a mesma tortura. Até que, nos idos de trinta e picos, o glorioso Escalona foi expulso. O que já estava complicado, enrolou-se mais ainda. Mas não era o bastante. "Cardíacos, tremei", blateravam as harpas dos querubins responsáveis pela aura gremista.

De repente, não mais que de repente, a segunda, a pérfida, a atroz, vilã penalidade máxima. Empurrões no árbitro, e outra expulsão. Murros no peito, auto-flagelação tricolor, "por que, meu Deus, por quê"? Uma perna lança-se na direção de Djalma, que empunha novamente o rubro cartão, mandando o terceiro gremista para o chuveiro, e junto com ele as faculdades mentais de um sem-número de torcedores beirando uma síncope futebolística. Quando parecia que não havia como piorar, eis que nosso zagueiro aborígene-troglodita Domingos chuta a bola da marca do pênalti, e o juiz, filho de uma senhora de respeito muito elogiada por nós, decreta a quarta expulsão.

Sete jogadores em campo. Quarenta e tantos do segundo tempo. Um pênalti contra. Meu Lexotan, por obséquio. Oremos. Apelemos ao Sobrenatural de Almeida. Foi então que, num ato desesperado de fé, cerrei os olhos, uni as mãos, e rezei. Desafiei o Pai Celeste a revelar-se como Todo Poderoso. "Senhor, se Tu existes de verdade, faça com que o Gallato opere um milagre, e eu nunca mais colocarei minha crença em xeque".

De orgulho ferido, Deus ajeitou-se em sua poltrona divina e estalou os dedos. Ademar, do Náutico, partiu para a bola e... GALLATO! Dois segundos de silêncio antecederam uma série de berros alucinantes, agradecimentos infinitos e toda a sorte de vocábulos em loas ao Senhor. Um milagre aconteceu, e o arqueiro tricolor defendeu o pênalti. Inacreditável, incrível, majestoso, faraônico, inominável!

Enquanto expulsava todo e qualquer animal silvestre dos capões de araucária com minha celeuma comemorativa, percebi um afro-brasileiro conduzindo a bola rapidamente em direção à área do Náutico e ratificando a ação de Jeová sobre aquele jogo. Macacos me mordam, valham-me todos os santos deste e de outros mundos, gol do Grêmio, Ânderson, o enviado dos céus, o anjo de tranças que, com sua habilidade nos membros inferiores, tirou-nos da escória, das profundezas mais sórdidas da humilhação.

Entre lágrimas, espasmos involuntários e urros de contentamento, desabafei a dor que me acompanhou durante uma temporada, quando assisti à ida do meu time do coração para o fundo do poço, levando quatro da gloriosa Anapolina, descobrindo que o fundo do poço tinha subsolo, até que Mano Menezes chegou para trazer a euforia aos corações tricolores.

Hoje, dois anos depois, quando recordo aquela guerra, aquele embate digno de causar inveja aos gladiadores que duelaram no Coliseu, meus pêlos eriçam, o coração acelera e revivo todos aqueles suntuosos sentimentos, certo de que, naquele dia, meu gremismo foi ratificado, talhado para sempre no coração deste torcedor que ama seu time com todas as suas forças, que vibra na hora da vitória, mas que também afunda os guatambus no esterco, se preciso for, para não abandonar esta simbiose gremista que nasceu no momento em que fecundei o óvulo, ainda espermatozóide, mas já com o Grêmio no DNA.

PS: Agora, sinceramente, espero não precisar nunca mais escrever um texto desse tipo. Minhas sinceras condolências ao Juventude, que amargará a próxima temporada nos porões do futebol brasileiro...
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 08:07:27

26.09.07

Meu momento!

categorias: Datas especiais

Dois patinhos na lagoa. É cafona, mas é a verdade. Enfim, chegou o dia do meu aniversário. Há tempo que eu venho pensando no que escrever hoje, em como abordar um dia tão especial e, ao mesmo tempo, transmitir algo de bom a quem lerá. Agora, pela manhã mesmo, formulava belas frases para aqui publicar. Contudo, não havia papel e caneta por perto, e esqueci a maioria.

Bem, mas sobre o quê escrever eu sei. Já que é o meu dia, falarei sobre mim, sobre o que penso que sou, como me vejo. Um breve (ou nem tanto assim) auto-retrato, até mesmo para fins de arquivo.

Das qualidades: são muitas. E talvez a primeira delas seja a auto-estima elevada. Sou um cara que se gosta, se aceita e aproveita a vida que Deus lhe deu. Comunicativo, extrovertido, piadista, não são raros os momentos em que roubo a cena com minhas interpretações e trejeitos artísticos. É, sou um cara desinibido, que não tem vergonha de ver e ser visto.

Conselheiro, se eu vendesse todos os pitacos que dou na vida dos meus amigos, ficaria rico. Entretanto, penso que é a maneira mais efetiva de contribuir para o crescimento do outro, além do que, muitas vezes conseguimos enxergar o que o outro, no meio da escuridão, não consegue.

Eu tenho “timming”. Gosto dessa qualidade. Não basta dizer que sou inteligente. Isso, meus amigos, todo mundo é, pois todos temos cérebro e capacidade de raciocínio. Entretanto, não adianta ter um carro na garagem e continuar andando a pé. E eu falto com a modéstia quando afirmo que, na maioria das vezes, consigo dizer as palavras certas na hora certa. Não me acho mais do que ninguém por isso, mas me orgulho de ser assim.

Sou carinhoso e fiel a quem amo. Pode parecer corriqueiro, mas não é. Muita gente bloqueia seus sentimentos e não consegue sequer abraçar seus entes queridos. E fidelidade, bem, essa varia seu conceito de pessoa para pessoa, mas eu costumo assumir como compromisso os elogios que faço, já que os exemplos são imensamente mais concretos do que as palavras ditas.

Eu elogio, falo mesmo. Minha avó diz que eu tenho o dom da oratória. Falo em público, em particular, enfim, o importante é articular as palavras e externar o que se sente.

Sou sincero (e isso entrará nos defeitos também), honesto e simples. Tá, são qualidades padrão, mas eu considero que possuo essas qualidades também. Avesso a materialismos e modismos, não me importo nem um pouco com o que vestir, calçar, etc. Pode ser um defeito também, mas eu gosto de ser assim.

Pra finalizar, sou calmo e empático. Tranqüilo, dificilmente saio do sério, tento me controlar ao máximo e evitar rugas. É aí que a empatia entra, pois procuro na maioria das vezes me colocar no lugar do outro numa determinada situação que me irrita, além de respirar fundo e me conscientizar de que, seja gritando, ou em tom de voz normal, as palavras são as mesmas.

Olha, deve ter faltado bastante coisa, porque eu realmente me amo muito. Mas, já temos um esboço do meu “lado bom”, digamos assim. Vamos em frente, senão isso aqui fica pior do que a história de Narciso.

Dos defeitos: é, ninguém é perfeito, nem mesmo eu. Vaidade é um dos meus pecados capitais. Não que isso me faça arrogante, mas eu admito que exagero. É que, quando adolescente, eu me achava um patinho feio, a pior pessoa do mundo. Quando resolvi gostar de mim, foi com muita intensidade, e acabei ficando desse jeito.

Outro pecado capital que me acompanha é a preguiça. Deus do céu, como isso me prejudica. Às vezes, deixo de fazer as coisas somente “para evitar a fadiga”. Isso nas tarefas diárias, como arrumar o quarto, ou o guarda-roupa, por exemplo. Mas, sim, é um defeito a corrigir.

Já melhorei bastante, mas ainda faço julgamentos inadequados e desnecessários. Felizmente, já não os externo tanto, mas ainda perco tempo com detalhes idiotas da vida dos outros, fruto de preconceitos que estou tentando ao máximo me livrar, mas isso também não acontece da noite pro dia, então, vai pra lista dos defeitos.

Indeciso e impulsivo. Oh, céus, como isso já me prejudicou. Abrandei bastante, mas ainda está impregnado em mim. Passo horas refletindo e pesando os prós e contras em assuntos simples demais, o que me toma preciosos minutos. Por outro lado, muitas vezes minha irracionalidade fala mais alto, justamente quando era necessário pensar um pouco antes de falar, ou agir.

A acidez também é algo que me acompanha desde os primórdios da minha existência. Some “timming” com impulsividade, e você terá um cara que fala também coisas certas em horas impróprias. Nem sempre é necessário fazer um comentário, principalmente se ele for destrutivo, e nem sempre os outros estão prontos para escutar uma opinião crítica.

Conservador. Estou abrindo a mente aos poucos, mas, é como eu disse, existem certos preconceitos que prejudicam esse desenvolvimento. Pouco ambicioso, penso que deveria almejar certos vôos que me fariam uma pessoa melhor profissionalmente. Ainda não pensei direito nisso, mas está na minha lista de reflexões.

Enfim, não é muito fácil reconhecer as próprias falhas. Tento ao máximo melhorar nestes aspectos e em tantos outros que nem citei, o que não deixa de ser uma qualidade. Erros acontecem e falhas de caráter são frutos do livre arbítrio, que acabam nos conduzindo por caminhos inadequados.

Das características: gaúcho, católico, gremista, fazendeiro, libriano com ascendente em câncer, tenor, primogênito, líder, volante e ala-direito, um caseiro que aprendeu a gostar de sair para fazer festas. Amo minha família e meus amigos, e tenho o orgulho de quase encher duas mãos com amizades verdadeiras. São a minha mais intensa razão de viver. Adoro animais, andar a cavalo, lida campeira, música gaúcha, bailes de CTG e tudo o que envolve a cultura tradicionalista gaúcha.

Na espiritualidade, tenho muita fé em Deus, e atribuo a Ele tudo o que tenho de bom na vida. Respeito todas as outras crenças e manifestações religiosas, desde que sadias, é claro, mas a força maior que nos rege é uma só, e isso é o que importa. Gosto muito de vivenciar a fé e a religião, e afirmo com orgulho meu prazer em assistir à missa, participar de atividades pastorais e solidárias, que melhorem a vida de quem precisa.

Preciso dizer que escrever é uma paixão? Não, né?

Trabalho, não estudo e nem tenho previsão de volta às salas de aula (preguiça + pouca ambição, pelo menos mostra que sou coerente). Moro com minha mãe e meus irmãos, meus pais são separados e tenho a bênção de ter meus quatro avós vivos, lúcidos e com saúde.

Sou rico. Milionário. Mas, não me peça dinheiro emprestado, por dois motivos: primeiro, porque esqueci de botar nos defeitos que sou avarento, pão-duro, sovina, mão-de-vaca e adjacências. E segundo, porque meu tesouro não está impresso em papel-moeda, mas em sentimentos, amizades e pessoas especiais.

Sou muito feliz. Tenho saúde, casa, comida, roupa lavada, salário ao fim do mês e três cachorros.

Vinte e dois anos. Aproveitando o presente ao máximo. Cada momento é único, e não volta mais. Depois que descobri isso, minha vida melhorou cem por cento. Parabéns para mim.

  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 09:45:32