Que Momento!

Porque quando acontece algo muito marcante na sua vida, o melhor a fazer é respirar fundo e dizer: que momento!

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Porque quando acontece algo muito marcante na sua vida, o melhor a fazer é respirar fundo e dizer: que momento!
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Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2007

23.11.07

Quando me amei de verdade

categorias: Mensagem
Hoje o post é a la Jader Bernardes. Não tenho o hábito de postar textos prontos, mas alguns fogem a essa regra. Entre eles, este, cuja autoria é creditada a Charles Chaplin, mas não afirmo isso com 100% de certeza. De qualquer forma, é um daqueles textos que você olha e pensa: “putz, por que não fui em quem escreveu isso?”
Como vivo escrevendo sobre a valorização da vida e auto-estima, acredito que essa mensagem resume com perfeição o que eu penso a respeito do assunto. Li uma, duas, três vezes, e não canso de refletir em cima dessas tão bem colocadas palavras. Espero que tenha o mesmo efeito para vocês.
Tenham um ótimo fim-de-semana!


“Quando me amei de verdade,
compreendi que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...
Auto-estima.

Quando me amei de verdade,
pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional,
não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é...
Autenticidade.

Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida fosse diferente
e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento .
Hoje chamo isso de...
Amadurecimento.

Quando me amei de verdade,
comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação
ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo,
mesmo sabendo que não é o momento
ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é...
Respeito.

Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável ...
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.
De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama...
Amor-próprio.

Quando me amei de verdade,
deixei de temer meu tempo livre
e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é...
Simplicidade.

Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri a...
Humildade.

Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o Futuro.
Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez.
Isso é...
Plenitude.

Quando me amei de verdade,
percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é....
Saber viver.

Não devemos ter medo dos confrontos...
Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.”
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 14:10:03

22.11.07

O filhinho das vovós

categorias: Cotidiano
Vocês já perceberam que minha avó comenta meus textos? Pois é, ela comenta. Aí, vocês podem pensar: “danado, ensinou a avó dele a comentar no blog”. Ledo engano, meus caros. Ela aprendeu sozinha. Aliás, sempre que eu conto tudo o que minha avó paterna, a Dilma, faz, percebo os queixos desabando lentamente. É por isso que, hoje, escreverei sobre minhas duas velhinhas adoráveis, vó Dilma e vó Loreni.
A primeira, mãe do meu pai, foi condecorada por mim mesmo como a avó mais moderna que eu conheço. Ela joga vídeo game (viciada em Super Mario, do Super Nintendo), tem MSN, Orkut, tem uma mente lúcida e aberta, tudo isso sem deixar de ser uma excelente e tradicional dona-de-casa. Por sinal, faz o melhor feijão que eu já degustei.
A outra avó, Loreni, mãe da mãe, mora na fazenda. Sem tantos esclarecimentos quanto a vó Dilma, ela se destaca por ser aquela avó essencialmente tradicional, zelosa, dedicada e corujíssima.
São opostas, e ao mesmo tempo muito parecidas. Desde pequeno, sempre fui muito apegado às minhas avós, praticamente como se tivesse três mães. Como, na maior parte do tempo, elas sempre moraram longe, a saudade tornou-se ingrediente essencial em nossa relação, fazendo com que cada visita delas, ou minha a elas, seja um momento muito esperado por ambos.
Quando eu era pequeno, e ainda não viajava sozinho, a expectativa ficava por conta de saber quando uma das avós passaria uns dias lá em casa. A comunicação era precária, não existia celular e não tínhamos telefone em casa, o que tornava a chegada delas uma grande festa, em virtude da surpresa. Lembro dos escândalos que eu aprontava na rua quando enxergava uma das avós chegando. Não importava o que eu estivesse fazendo, largava tudo e saía em disparada, grudando feito um carrapato em suas cinturas.
Abandonar minha cama pra dormir “encostelado” com elas era algo natural. Quando meu pai permitia, é claro. Às vezes, ele ficava brabo comigo e não deixava eu realizar aquele sonho perene, o que me levava à beira de uma depressão.
Em suma, era um grude, que não se perdeu, diga-se de passagem. Hoje em dia, a situação está invertida. Sou eu quem as visita, com muito mais freqüência do que antigamente, e com a diferença de que agora tenho como avisar. No entanto, o avanço tecnológico não diminuiu a alegria que temos quando chego em suas casas, também minhas, e a felicidade que todos sentimos quando estamos juntos.
Por ser o neto mais velho, sempre dispus de certos “mimos”. Meus avôs sempre brincavam que eu era o “filhinho das vovós”, devido ao apego, aos paparicos e, essencialmente, por eu ser o neto que mais tempo passava com elas. Aliás, não é injusto afirmar isso, até porque dei continuidade nessa tradição, sendo sempre o neto que mais procura, o que mais se preocupa e o que mais visita. Não desmerecendo meus irmãos e primos, pois é um mérito da questão que não precisa ser discutido. Contudo, justiça seja feita, sempre procurei fazer por merecer o amor que recebo.
Ao longo da minha vida, percebi que nem todos os meus amigos tinham essa simbiose com suas avós. Muitos, inclusive, nem têm mais os quatro avós vivos, o que me faz acreditar piamente que sou um cara de muita sorte, pois tem gente que nem conhece os seus, quiçá tem uma relação de afeto.
É por isso que meus quatro avós são tudo para mim, o que tenho de mais importante na vida. Uma bênção que Deus me concedeu e que procuro valorizar ao máximo. Não canso de afirmar o quanto sou uma pessoa melhor por tê-los em minha vida e por todas as lições que aprendi com a experiência deles, com o carinho que sempre tiveram em me cuidar e me ensinar a ser uma pessoa correta, um homem de bem e uma pessoa de valores morais muito sólidos.
Minhas avós são o máximo, e quem as conhece concorda comigo. Cada amigo que eu apresento pra elas torna-se mais um neto. Sinto um orgulho muito grande cada vez que digo “esta é minha avó”, ou “este é meu avô”, pois, como bem afirmou um amigo meu certa vez, depois que você os conhece, descobre o porquê de eu ser da maneira que sou, carinhoso, dedicado e sempre preocupado com o bem-estar dos que estão à minha volta.
Tenho a impressão de que, para elas, e para mim também, eu nunca cresci. Dentro do meu peito, conservo aquela mesma emoção de guri, brincando na rua, que enxerga a avó chegando e sai correndo para abraçá-la, agarrando sua cintura com aquele sentimento de “até que enfim, que saudade”. É nas casas das avós que tenho o melhor sono, as melhores refeições e me sinto mais protegido. Com elas, aprendi a ser humano, e aprendo todos os dias que a vida vale à pena, não pelo que você tem, mas por quem você tem nela.
Se você tem seus avós por perto, abrace-os e valorize-os. Há dezoito dias que não faço isso, e mais parece uma eternidade, tamanha a saudade que me corrói por dentro e a vontade de sentir aquele cheirinho de vó que só elas têm.
Sei que a vó Loreni dificilmente lerá estas palavras, mas sei que a vó Dilma sim, e se encarregará de contar desse texto para ela. Por isso, quero que vocês saibam do quanto sou feliz em tê-las junto de mim, que esse caso de amor entre nós é eterno e que uma das poucas certezas que tenho em minha vida é vou amá-las para sempre, com todas as minha forças. Essa é, sem dúvida, a declaração de amor mais verdadeira que eu já fiz.

Um beijo, vó(s)!
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 10:07:08

21.11.07

Mastigue 28 vezes antes de engolir

categorias: Brincando de poeta

Ter dúvidas é como ter fome;

se você não tem, não come.

 

E, por mais que seja algo que desgosta,

é o que nos move a buscar uma resposta.

 

Portanto, se duvidar lhe soa parecido com temer,

alimente-se das respostas certas, para não perecer.

  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 15:50:39

20.11.07

O Saudosista, parte 5

categorias: Cotidiano
Domingo, enquanto mexia na minha carteira, deparei-me com minha carteira de motorista, e percebi que no próximo ano já terei que renová-la. Lembro de quando fiz as aulas de direção, das primeiras vezes que dirigi, ainda na carteira provisória, tendo inclusive quase matado minha mãe de susto na primeira vez em que ela saiu comigo ao volante. Não fossem meus brilhantes reflexos, eu teria beijado o poste apaixonadamente e esfacelado, um a um, os nobres componentes da minha arcada dentária.
Nessas horas, o cara percebe que o tempo, de fato, passa. Não que me preocupe, né, fazer o quê, é algo inevitável mesmo. Mas, é curioso, pois é nessas horas que percebo quanta coisa mudou, ainda que eu, por diversas vezes, me enxergue com aqueles mesmos dezoito anos, apenas fazendo “updates” na minha personalidade.
A partir daquela constatação perante o documento de habilitação, e tendo falado bastante sobre minha vida no fim-de-semana, a aura saudosista aproximou-se lentamente, afetando inclusive meu inconsciente, que me fez sonhar nessa noite passada com uma época dourada dos meus tempos de escola: o terceiro ano do Ensino Médio.
Não costumo lembrar dos meus sonhos, e raramente eles fazem algum sentido lógico. Apesar de esse de ontem também não ter pé, nem cabeça, pude rever meus ex-colegas, caminhar pelos corredores da escola e reencontrar as professoras daquele supimpa ano de 2002. Na minha história imaginária, estávamos num fictício último dia de aula, quando finalmente saberíamos quem havia passado de ano e, fatalmente, seguiria seu rumo longe dos colegas.
De repente, caí em prantos. Coisas de sonho mesmo. Chorando compulsivamente, andava a esmo pela escola, quando encontrei Arlete, minha professora de História e Geografia, que perguntou o que estava acontecendo comigo. Sabe quando a gente mexe a boca no sonho, mas não sai palavra alguma? Pois é, foi a resposta que eu dei pra ela, que ouviu, me aconselhou e, pasmem, eu parei de chorar. Ou seja, desabafei com a professora algo que eu não sei o que é, ela respondeu com palavras que eu igualmente desconheço e eu fiquei bem! Vá entender...
Lembro de alguns colegas que encontrei no sonho. Por incrível que pareça, gente que faz uns setenta e dois anos que eu não converso. Tinha a Tici, que eu enxergo todos os dias de dentro do ônibus, esperando o dela na parada. Provavelmente, isso influenciou na presença dela no sonho. Também lembro nitidamente do Arthur, outro que eu nunca mais vi. Havia mais gente, mas não sei ao certo quem eram.
Depois que acordei, agora pela manhã, fiquei recordando as peripécias daquele ano marcante. Entre tantas confusões adolescentes, conflitos emocionais e irresponsabilidade como aluno, ainda posso dizer que aproveitei bastante e fiz vários amigos. Tem o Tobias, colega meu naquele ano, que às vezes passa de moto na frente da minha casa, bem quando estou chegando, ou saindo. Ele sempre pára, me cumprimenta e segue em frente.
De vez em quando, sigo encontrando alguém daquele tempo, com exceção do Cláudio, que é meu amigo até hoje e com quem convivo bastante. Todos adultos, vários quilos mais gordos, emancipados dos traços adolescentes que nos acompanhavam, porém conservando o mesmo olhar, fisicamente muito parecidos com o que éramos, apenas tendo sofrido o amadurecimento natural dos quase seis anos que passaram.
De todas as lembranças que carregamos dos nossos tempos passados, creio que os tempos de escola são os que contêm a maior carga de saudosismo. Por ser um tempo despreocupado com compromissos profissionais e familiares, nossas mentes possuíam mais espaços livres para armazenar informações e lembranças, que ilustram as conversas a cada reencontro casual, ou mesmo quando se conta para outra pessoa uma história daquele tempo.
Se eu parar pra pensar alguns minutos, consigo inclusive esboçar a lista de chamada daquela turma. Eu era o número sete, após uma legião de três Anas Paulas (vê-se que já naquela época esse nome me acompanhava...), duas Alines e a Amábili. Éramos trinta e sete. Foi um ano maravilhoso, o qual me orgulha ter vivido. Aliás, nunca gostei tanto da minha vida, quanto agora. Como é bom se gostar, se aceitar, curtir a sua história, não é? Mas, isso já é assunto para outro texto...
  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 08:17:28

19.11.07

Música Que Momento da Semana, Parte 5

categorias: Música da semana

Vocês podem achar que iniciar a semana com a música "que momento" é um ato escandaloso de preguiça, e que eu não tenho nada melhor pra escrever. De fato, após quase quatro dias completos de folga, disposição é algo que não é inerente à minha pessoa, ainda mais em se tratando da segunda quinzena de novembro, ao passo que nosso estimado dois mil e sete começa a despedir-se lentamente.

Bueno, a verdade é que, após dias tão agradáveis, a música de hoje serviu como trilha sonora para uma semana que começa respaldada pelo crescimento pessoal que este namoro bem construído está acrescentando diariamente. É claro, há quem diga que é rápido, o que eu até concordo, mas não tomo como argumento que venha a desmerecer o que eu sinto, haja vista o cunho atemporal, conforme já escrevi em outros textos, com que trato meus sentimentos.

Sim, o tempo é um belo ingrediente para modelar sentimentos, dar cancha, experiência e definir, após alguns meses, ou anos, no que um relacionamento pode transformar-se. Todavia, cada um é que pode julgar e avaliar a grandeza do que sente. Dessa forma, se não dou pitaco no que este ou aquele sente, reservo-me ao direito de conduzir minhas sensações da maneira que melhor me convier. E tratá-las com intensidade e afinco é, hoje, a melhor maneira de ser feliz.

Obrigado, e boa semana.

 

 

Esperando na Janela - Cogumelo Plutão

 

Quando me perdi
Você Apareceu
Me fazendo rir do que aconteceu
E de medo olhei, tudo ao meu redor
Só assim enxerguei que agora estou melhor

 

Você é a escada da minha subida
Você é o amor da minha vida
É o meu abrir de olhos no amanhecer
Verdade que me leva a viver
Você é a espera na janela
A ave que vem de longe tão bela
A esperança que arde em calor
Você é a tradução do que é o amor

 

E a dor saiu
foi você quem me curou
Quando o mal partiu
vi que algo em mim mudou
No momento em que quis,
ficar junto de ti
E agora sou feliz,
pois lhe tenho bem aqui

 

Você é a escada da minha subida
Você é o amor da minha vida
É o meu abrir de olhos no amanhecer
Verdade que me leva a viver
Você é a espera na janela
A ave que vem de longe tão bela
A esperança que arde em calor
Você é a tradução do que é o amor

  • criado por  Serrano criado por Serrano
  • Postado em 11:54:00